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Conhecer Cabo Verde

Conhecer Cabo Verde

18
Jun18

Breve historia da Ribeira Grande de Santiago

Solange

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Ribeira Grande (hoje chamada Cidade Velha), é o berço da “Cabo-verdianidade”, a primeira cidade, construída pelos Europeus, na África subsaariana. Situada a cerca de doze quilómetros da atual capital de Capo Verde (Praia), Ribeira Grande é um vale verdejante, às bordas do mar, cujos monumentos são testemunhos de seu passado. Foi aqui que ocorreram, cinco séculos atrás, os primeiros contatos entre europeus e negros da costa africana e foi este encontro que gerou o nascimento de um novo povo.

É na Cidade Velha de Santiago que nasceu o Homem crioulo. Foi o ponto de encontro dos primeiros europeus e negros da costa de África trazidos para o povoamento dessas ilhas.

Do cruzamento destas duas raças distintas originou uma população mestiça.

À miscigenação que se traduz não só no aspeto físico, mas também no aspeto cultural. A evolução do dialeto crioulo, com diferenças de uma ilha para outra onde as variantes fonéticas provêm de muitas línguas africanas, fica a dever-se a miscigenação atrás referida.

A antiga cidade da Ribeira Grande teve ainda um papel preponderante no apoio à expansão portuguesa e no desenvolvimento do comércio e de navegação de longo curso. Cidade Velha foi ainda a primeira capital eclesiástica e civil em Cabo Verde.

Por decisão de D. Fernando, que a havia recebido em doação de seu irmão D. Afonso (rei de Portugal), a ilha de Santiago foi dividida em duas capitanias imediatamente concedidas aos dois capitães donatários: a parte meridional a António da Noli e a setentrional a Diogo Afonso.

Estabeleceram-se assim também duas agregações de população, a de Ribeira Grande e a de Alcatrazes.

Em 1462 chegou o primeiro núcleo de habitantes a Ribeira Grande: António da Noli acompanhado de alguns membros de sua família e por algumas pessoas do Algarve. E os primeiros escravos vieram, deste modo, importados da Guiné, inicialmente para o povoamento e como garantia de exploração da terra e, logo depois, para venda a outros Países.

Poucas pessoas de acordo com as expectativas da Coroa que, em 1466 (12 de junho), publica “a Carta dos Privilégios” que incentiva e dá início ao verdadeiro povoamento da ilha.

A Carta dos Privilégios ligará também a história política e administrativa da costa da Guiné a Cabo Verde, ambas integrantes da Diocese de Funchal (Madeira).

Em 1472, em reação à “indisciplina comercial” dos habitantes de Santiago (tráfico de escravos e produtos exóticos), é publicado um documento que restringia o comércio de escravos e dos produtos, além de reduzir algumas das regalias dos habitantes. Seis anos após o início da colonização, começavam as dificuldades para os moradores de Ribeira Grande.

16
Jun18

Cachupa (em crioulo-catchupa

Solange

Cachupa-Tradicional.jpg

 

O prato mais conhecido de Cabo Verde é a cachupa (em criolo-catchupa),comum em todas as ilhas.

São dois tipos de cachupa existentes em Cabo Verde, a rica e a pobre. A rica como o nome anuncia é a feita pelos ricos, ou seja pelas pessoas que possuem melhores condições financeiras, isso devido ao fato dessa receita englobar uma variedade de carnes e de outros ingredientes (feijão, mandioca…) que dão mais sabor à cachupa. A cachupa pobre é a feita pela maioria da população, que não possui condições financeiras para elaborar uma rica e pelo fato de existir famílias que fazem esse prato quase todos os dias, principalmente a dos agricultores. Na cachupa pobre, no lugar da carne, utiliza-se o peixe, que em Cabo Verde possui um custo menor em relação à carne. A cachupa pode ser desgostada tanto em caldo como guisada. Ingredientes da cachupa: 1l de milho de “terra” (cochido) 2,5dl de favona (espécie de feijão-branco grande, com as pontas vermelhas.) 2,5dl d feijão-pedra (feijão-vermelho) 2l de água 150g de toucinho 2 Cebolas grandes 4 Dentes de alho 1 Chouriço médio 6 Folhas de couve-portuguesa ou couve lombarda 1kg de entrecosto de porco 400g de batata-doce 400g de abóbora 1 Chispe de porco Sal e piripiri a gosto Preparação: O milho é preparado num almofariz (pilão de madeira). Coloca-se aí o milho bem molhado, e com um pau vai-se pilando até ficar sem pele. Depois desta operação vai ao sol secar. Em seguida, deita-se num balai (cesto do género de bandeja redonda, em verga, que serve para peneirar) onde é retirado o pelo do milho que foi extraído no pilão. Estando limpo, põe-se em água a cozer a favona, o feijão-pedra, o toucinho, as cebolas, os dentes de alhos picados, o chouriço e o chispe. Quando o milho estiver quase cozido, mete-se o entrecosto, a couve cortada aos bocados, a abóbora e o piripiri. Juntam-se as batatas-doces, que são cozidas à parte. É preciso verificar para que o caldo não seque. Fica com bastante molho. Serve-se em pratos fundos. Cachupa rica Ingredientes: 500g de frango 500g de carne de vaca de cozer 1 Pé de porco 1 Chouriço 1 Morcela 1 Farinheira 150g de toucinho 100g de banha 2 Cebolas 3dentes de alho 1folha de louro 1l de água, aproximadamente 0,5l de milho 3dl de feijão-pedra 3dl de favona 4 Folhas de couve portuguesa 300g de batata-doce 200g de abóbora 300g de banana verde 1 Ramo de salsa Sal e piripiri Preparação: Demolha-se o feijão e o milho. No dia seguinte, cozem-se. À parte, cozem-se as carnes e o toucinho. Noutro tacho cozem-se também as folhas da couve cortadas aos bocados, a abóbora em cubos e a banana às rodelas grossas. Leva-se um tacho ao lume com a banha, as cebolas e os dentes de alhos picados, a folha de louro e o ramo de salsa. Logo que a cebola comece a ficar mole, misturam-se as carnes desossadas e cortadas aos bocados, e as hortaliças, tempera-se com piripiri e adiciona-se a água da cozedura das carnes e a água simples (para não ficar um caldo muito forte). Ferve um bocadinho em lume brando, para apurar.

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